terça-feira, 5 de abril de 2011

Saudades de Casa

Convivência é algo complicado, principalmente depois que você tem seu canto, sua casa, seu ninho!! Estou na casa dos meus pais, para me recuperar da cirurgia, sou muito grata por tudo, mas... tenho meu orgulho e tem horas que sinto falta do meu lugar. Fico querendo voltar!!! Ainda não posso, assim disse o médico! Aguardarei!!! Tudo tem sua hora, tudo tem o seu momento!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O dia do arrependimento

Dia do arrependimento, é o dia carinhosamente apelidado por Doutora Bella. É um dia terrível, primeiro depois da cirurgia. Nesse dia, você descobre porque os bebês berram quando estão com gases. É uma dor insuportável. Junto com ela, tem a dificuldade de respirar. Seu pulmão não volta 100% depois de uma cirurgia como essa. Bom, o que ocorre são: centenas de voltas no corredor do hospital, para ver se sai alguma coisa de vc. E exercícios respiratórios, que são passados pela equipe de fisioterapeutas. Quanto ao nome, dia do arrependimento, esse se dá porque na visita noturna dos médicos, segundo dr. Bela, essa é a frase que mais se escuta... Se eu soubesse que doia tanto, não teria operado! Engraçado né... vai sentir para ver!!! Tirando isso, o segundo dia vem, você começa á conhecer as outras 'meninas' que também operaram. Faz amizades, durante as intermináveis caminhadas, conta casos...teve até enfermeiro que brincou, dizendo para um grupinho de 3 rechonchudas caminhando no corredor do hospital, inclui-se a minha pessoa neste trio, que quem chegasse primeiro ganharia uma coca cola!! ahahaa. Os enfermeiros, são um caso a parte naquele lugar. Para se ter uma ideia, um deles, Marlon, me abraçou gente... me abraçou e disse: Vai ficar tudo bem querida!! Achei tão lindo! Carinho nessas horas, valem mais que centenas de analgésicos. Então, fica registrado aqui, meu agradecimento a todos vocês, que junto com os médicos, ajudaram a cuidar de mim...O tempo passa, vem o terceiro dia, e nós podemos ir embora.  Hora de despedir, entrar no táxi e caminhar novamente, não no corredor do hospital! Dessa vez, caminhar para uma nova vida!!!


Pai, obrigada novamente, não vou me esquecer do senhor dormindo naquele sofá cama, acordando todas as vezes que a enfermeira entrava no quarto de madrugada!!!

Operei e voltei!!

Jesus operou mesmo!!! Já estou de volta, com 11 dias de cirurgia e 10 kg off!! Agradecimentos, Deus, que esteve comigo, amparando á mim e á minha família que ficou no quarto á espera de noticias. Meus pais, que não mediram esforços em me apoiar mais uma vez na vida. Meu pai internou comigo e só saiu do hospital no dia da minha alta. Cuidou de mim, deu milhares de voltas no corredor do hospital, devagar, pacientemente. Minha mãe, que ficou cuidando da vida que continuava aqui fora..loja, Juliana, escola! Minha avó, essa é sem palavras... mesmo com a idade, mesmo com todos os problemas, foi junto para o hospital e passou lá o dia todo, ao lado do meu pai. Agradeço as mensagens, ligações de pessoas queridas, preocupadas comigo!
Então foi assim, cheguei no hospital ás 10:30h, horário marcado para internação. Fui para o apartamento e as 13h me buscaram no quarto. Quando eu vi a cadeira rosa que me levaria até o bloco, eu começei a chorar copiosamente.. é a hora que a ficha cai. Não tem como voltar atrás... assim, eu fui! No bloco, os medicos, enfermeiras, anestesista, ect... anjos que cuidaram de mim. Olhei no relógio, cirurgia marcada para as 13:30h. 14 h e nada do meu médico aparecer. Sei que quando ele chegou, eu já estava apagada, pelo efeito da anestesia. Antes de desmaiar total, falei em voz alta á todos que estavam lá na sala: "Que Deus abençoe á todos vocês. Muito obrigada por estarem cuidando de mim! Deitei... e não vi mais nada! Acordei operada, na sala de recuperação anestésica, um anexo do bloco. Minha primeira providencia foi olhar onde eu estava.... vi os aparelhos, aquele monte de coisas, pensei: estou viva! Obrigada Senhor... depois, dor... dor no estomago... pedi morfina, me deram. Fiquei grogue. Não sei quanto tempo permaneci lá. Só sei que escutei o barulho da minha cama, alguém dizendo: essa é a cama dela, vamos lá... 1,2,3... pofff, me passaram para minha cama. Então o médico liberou e me levaram pro quarto. Numa velocidade assustadora.. acho que estavam fazendo um pega pelos corredores do hospital! Pensei de novo, Deus me segure..rs! Entrei no quarto, vi minha avó, pai, Juliano. Minha mãe não pode me esperar,tinha que pegar Juju na escola. Junim, sei que foi várias vezes no hospital, mas não me lembro de vc nessa hora. Ainda estava dopada. Sobre efeito de morfina, não senti absolutamente nada. Era como se eu não tivesse operado. No outro dia... nossa!!!! Próximo capítulo...